Editorial

Descansando, mas carregando pedras

Engana-se quem acha que os ministros ficaram em ócio completo no último trintídio. Os ministros Lewandowski, Toffoli e Marco Aurélio, por exemplo, podiam ser vistos na primeira semana de julho compulsando livros na biblioteca de Coimbra, Portugal, onde integravam o rol de expositores do Seminário de Verão da Universidade.

 

O ministro Barroso, por seu turno, esteve mergulhado na biblioteca da Kennedy School, a escola de governo da prestigiosa Universidade Harvard, sinalizando que devemos em breve ter novidades editoriais. O ministro Fachin, ninguém duvide, deve ter ficado com sua equipe trabalhando a mil para colocar em dia os tantos processos que recebeu advindos da Lava Jato.

 

Ministro Gilmar Mendes, presidindo o TSE, não viu descanso, organizando as eleições para governo do AM no próximo dia 6. Ministro Celso também trabalhou em processos que a presidente Cármen Lúcia, que também foi incansável durante as férias, deu-se por impedida.

 

Acerca dos ministros Alexandre, Fux e Rosa também há notícias, aqui e ali, de terem trabalhado e estudado neste interregno. Enfim, não se pode dizer que houve descanso. Houve, isso sim, um intervalo. Intervalo curto e bem aproveitado para outros fins, tão nobres quanto o ofício judicante